Drible a greve nos aeroportos

Por Silvio Cioffi

Céu de brigadeiro não é bem a expressão para qualificar o momento em que vivem o Brasil, em geral, e a aviação civil, em particular. E, agora mesmo, na antevéspera da antevéspera do Carnaval, uma movimentação paredista de aeronautas e aeroviários ronda aeroportos nacionais.

Quem é passageiro, deve ficar atento, pois os trabalhadores anunciaram uma possível interrupção de decolagens entre as 6h e as 8h (horário de Brasília) nessa quarta-feira (03/02), isso nos aeroportos de Congonhas, de Guarulhos e de Viracopos (SP); no Santos Dumont e no Galeão (RJ); e em Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Assim, recomenda-se aos passageiros que contatem a companhia aérea diretamente para checarem o status dos seus voos e, se necessário, remarcar as suas partidas para outros horários que não os acima mencionados.

Caso desejem manter os planos de viagem, os passageiros devem fazer o check-in antecipadamente e, de preferência, através dos sites das companhias aéreas e nos totens de auto-atendimento nos aeroportos.

Abaixo, alguns canais úteis para confirmações e/ou mudanças de voos:

AVIANCA: www.avianca.com.br; 4004-4040 (São Paulo e capitais); ou 0300-789-8160 (outras localidades)
TAM: www.tam.com.br; 4002-5700 (nas capitais) ou 0300 570 5700 (em todo o Brasil)
GOL: www.voegol.com.br; 0300 115 2121 (central de atendimento)
AZUL: www.voeazul.com.br; 4003 11 18 (nas capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 887 11 18 (outras localidades)

MUDANÇAS NO HORIZONTE

Atualmente, o limite de participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras é limitado a 20%, mas o governo federal poderá autorizar o controle das nacionais por companhias do exterior, atraindo com isso mais investimentos para o setor.

Na prática, isso já acontecia até que, em agosto do ano passado, uma comissão de especialistas que discutiu a reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica (CERCBA) aprovou a abertura de até 100% do capital das empresas aéreas do país ao capital estrangeiro.

Havia quem advogasse que essa participação deveria se limitar a 49%, mas, no âmbito da comissão, essa proposta foi voto vencido.

Essa abertura ao capital estrangeiro na aviação civil brasileira deve criar novos cenários para as aéreas nacionais, como possíveis novas fusões com grupos estrangeiros ou com a chegada de mais investimentos captados através de ações cotadas na Bovespa.

A partir de 2010, a TAM Linhas Aéreas e a chilena LAN foram as primeiras a realizar uma fusão que criou a empresa Latam.

A Gol tem entre seus sócios minoritários a norte-americana Delta Air Lines e a franco-holandesa Air France-KLM.

Por sua vez, a Azul vendeu de 5% de suas ações para a United Airlines; já a Avianca Brasil integra o grupo Synergy, que tem interesses em outras companhias aéreas latino-americanas.